Subiu, em tom proeminente
Sem dó, criou friamente
traços duma voz encandeceste
E se elevou, gritando até!
Aos prados chegou uma nova fé
A esperança de novos tempos
Promessas de novas mudanças
Mudança das próprias promessas.
E tudo mudou:
O gelo foi lava,
O fogo, água
O vento foi terra
E a terra voou, inerte, sozinha.
Caída no ar,
Num tempo ausente.
Numa só Voz gerou iminente, uma Nação.
Não tinha fronteiras,
estendia-se além da própria Criação
Não tinha cadeias.
ninguém empunhava munição.
Tinham mais que pensar...
Ora no futuro, ora no amanhã
Porque o passado já lá era
E o presente escapasse sempre pelas mãos.
Viviam, vivendo
Sorriam, sorrindo
Sonhavam, sonhando
Que lutar, lutavam
Mas em guerras e planos diferentes.
Bebés choravam não por fome,
Mas por sono.
Crianças temiam não as armas,
Mas o escuro.
E por aí adiante, porque o normal é o humano.
Humano não é matar, não é morrer.
É viver, crescer, gerar....amar.
É gritar por todas as coisas e pessoas
Que adoramos.
E mesmo assim não temer novas conversas
Novas amizades, em laços eternos
Em ciclos igualmente longos
Igualmente imensos.
Podermos contar a nossa presença aqui na Terra
Não em anos, mas em séculos.
Nações criando paz e não exércitos.
Paradigmas entrelaçados
Humanos mutilados
Não na carne, mas naquilo que compõe
Realmente a essência humana (a alma).
Francisco Cardoso
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