Puxa a vontade
Desespera, saudade
Vai nessa, pela pressa
De chegar...
E então!?
Poupa me a vontade, a razão!
De ser e esperar!
Esperarei sim, pelo ar ou pelo mar
Que venhas!
Se não em corpo
então pensamento.
Que só me valha mesmo o tormento
Na minha própria condição
Pedi à voz do tempo
Que da memoria
Se trai assim, contentamento
Se chora assim, viveria
Será que o Homem
é assim tão contrafeito
Se sem razão faz-se dono
Da única satisfação!
E escreve prosas!
Combate guerras!
Grita Glorias!
Chora saudades!
Vive paisagens...
Amores vontades e derradeiros actos...
Que são próprios da condição própria Humana.
Tantas vezes não próprio para si próprio.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Para lá daquele monte
O que foi para lá daquele monte
Nunca mais se ouviu falar
Diria que saberia quem se quer amar
Olhos prata, olhos ouro
Quem já não ouviu
Quem já não sentiu
A leve brisa do mar
Pois foi isso,
Que estava no outro lado do monte...
E nunca mais se ouviu falar
Nos campos que cobriam a minha face
Pus-me a pensar
Quem seria a pessoa que se fora Achar
Caída sobre a areia fina,
Tombada sobre as pedras duras do chão
Jazia agora entre as ondas do mar
A sua morte fora sempre o meu penar.
Mas a vida continua
E a noite, às vezes, também recua
Só que o tempo teima a avançar
Na sua tão rápida passagem
Certas vezes tão devagar
E nos campos das flores deste lado do monte
Pus-me a pensar…
Francisco Cardoso
Nunca mais se ouviu falar
Diria que saberia quem se quer amar
Olhos prata, olhos ouro
Quem já não ouviu
Quem já não sentiu
A leve brisa do mar
Pois foi isso,
Que estava no outro lado do monte...
E nunca mais se ouviu falar
Nos campos que cobriam a minha face
Pus-me a pensar
Quem seria a pessoa que se fora Achar
Caída sobre a areia fina,
Tombada sobre as pedras duras do chão
Jazia agora entre as ondas do mar
A sua morte fora sempre o meu penar.
Mas a vida continua
E a noite, às vezes, também recua
Só que o tempo teima a avançar
Na sua tão rápida passagem
Certas vezes tão devagar
E nos campos das flores deste lado do monte
Pus-me a pensar…
Francisco Cardoso
Estrela no Céu
Pulsava sintilante
Uma luz desnorteante
E sem fé, ou piedade
Conspurcou com seus traços de vaidade!
Trai a jóia
Rouba a cena!
Ficando só ela por amena!
Doa a carne e a saudade
Se da voz falas à vontade
Tão que te valha esse teatro
Em pleno astro!
Estrela tu não vês....
Que somos homens, e todos feios!
Todos cheios dos seus males e pecados....
Se fossemos tu por um só dia!
Com teus raios, que cintila a terra inteira!
Seriamos mais que divindade.
Seriamos tudo, por um nada
E só assim eu descansava
Só assim a minha alma me deixava em paz....
Francisco Cardoso
Uma luz desnorteante
E sem fé, ou piedade
Conspurcou com seus traços de vaidade!
Trai a jóia
Rouba a cena!
Ficando só ela por amena!
Doa a carne e a saudade
Se da voz falas à vontade
Tão que te valha esse teatro
Em pleno astro!
Estrela tu não vês....
Que somos homens, e todos feios!
Todos cheios dos seus males e pecados....
Se fossemos tu por um só dia!
Com teus raios, que cintila a terra inteira!
Seriamos mais que divindade.
Seriamos tudo, por um nada
E só assim eu descansava
Só assim a minha alma me deixava em paz....
Francisco Cardoso
A besta
Jubilava empoleirado
Entres rosas tão manso
E perdido num abraço,
marcava seu avanço
Entrou na viela
Galgou o passeio
Alçou a rua
Perdido no anseio!
Num balanço tão ascendente
Que se elevou, transcendente
Tanto quando ia a imaginação humana
Não fosse ela a viajante
E a própria demanda.
Francisco Cardoso
Entres rosas tão manso
E perdido num abraço,
marcava seu avanço
Entrou na viela
Galgou o passeio
Alçou a rua
Perdido no anseio!
Num balanço tão ascendente
Que se elevou, transcendente
Tanto quando ia a imaginação humana
Não fosse ela a viajante
E a própria demanda.
Francisco Cardoso
Paradigmas Entrelaçados
Subiu, em tom proeminente
Sem dó, criou friamente
traços duma voz encandeceste
E se elevou, gritando até!
Aos prados chegou uma nova fé
A esperança de novos tempos
Promessas de novas mudanças
Mudança das próprias promessas.
E tudo mudou:
O gelo foi lava,
O fogo, água
O vento foi terra
E a terra voou, inerte, sozinha.
Caída no ar,
Num tempo ausente.
Numa só Voz gerou iminente, uma Nação.
Não tinha fronteiras,
estendia-se além da própria Criação
Não tinha cadeias.
ninguém empunhava munição.
Tinham mais que pensar...
Ora no futuro, ora no amanhã
Porque o passado já lá era
E o presente escapasse sempre pelas mãos.
Viviam, vivendo
Sorriam, sorrindo
Sonhavam, sonhando
Que lutar, lutavam
Mas em guerras e planos diferentes.
Bebés choravam não por fome,
Mas por sono.
Crianças temiam não as armas,
Mas o escuro.
E por aí adiante, porque o normal é o humano.
Humano não é matar, não é morrer.
É viver, crescer, gerar....amar.
É gritar por todas as coisas e pessoas
Que adoramos.
E mesmo assim não temer novas conversas
Novas amizades, em laços eternos
Em ciclos igualmente longos
Igualmente imensos.
Podermos contar a nossa presença aqui na Terra
Não em anos, mas em séculos.
Nações criando paz e não exércitos.
Paradigmas entrelaçados
Humanos mutilados
Não na carne, mas naquilo que compõe
Realmente a essência humana (a alma).
Francisco Cardoso
Sem dó, criou friamente
traços duma voz encandeceste
E se elevou, gritando até!
Aos prados chegou uma nova fé
A esperança de novos tempos
Promessas de novas mudanças
Mudança das próprias promessas.
E tudo mudou:
O gelo foi lava,
O fogo, água
O vento foi terra
E a terra voou, inerte, sozinha.
Caída no ar,
Num tempo ausente.
Numa só Voz gerou iminente, uma Nação.
Não tinha fronteiras,
estendia-se além da própria Criação
Não tinha cadeias.
ninguém empunhava munição.
Tinham mais que pensar...
Ora no futuro, ora no amanhã
Porque o passado já lá era
E o presente escapasse sempre pelas mãos.
Viviam, vivendo
Sorriam, sorrindo
Sonhavam, sonhando
Que lutar, lutavam
Mas em guerras e planos diferentes.
Bebés choravam não por fome,
Mas por sono.
Crianças temiam não as armas,
Mas o escuro.
E por aí adiante, porque o normal é o humano.
Humano não é matar, não é morrer.
É viver, crescer, gerar....amar.
É gritar por todas as coisas e pessoas
Que adoramos.
E mesmo assim não temer novas conversas
Novas amizades, em laços eternos
Em ciclos igualmente longos
Igualmente imensos.
Podermos contar a nossa presença aqui na Terra
Não em anos, mas em séculos.
Nações criando paz e não exércitos.
Paradigmas entrelaçados
Humanos mutilados
Não na carne, mas naquilo que compõe
Realmente a essência humana (a alma).
Francisco Cardoso
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